O bem e o mal, amor e o ódio, a guerra e a paz, a mentira e a verdade, o escuro e a claridade... Dualidade
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Vivendo uma canção de sua forma plena...
Morrendo de amor pela vida.... vivendo o medo da morte
Falando da força do acaso, ainda crendo que tudo pode ser azar ou sorte
O meu grande labirinto está numa estrada em linha reta
Faço convites pra festa, mas estou preocupada em atingir minha meta...
Minha meta é a seta no alvo, mas com certeza o alvo não me espera...
Eu olho pro infinito de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!", mas quando me dizem, só acredito quando juram.
Eu lanço minha alma no espaço, mas a força gravitacional me faz pisar os pés na terra.
Muitas vezes tento experimentar o futuro... mas muitas outras apenas lamento não ser o que era.
E o que era?
Eu grito por liberdade, mas muitas vezes me calo e deixo a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade, mas me preocupo em não me machucar.
Eu corro todos os riscos, mas consigo perder a vontade.
Eu me ofereço inteiro e costumo me satisfazer com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não me espera!
Analise (totalmente pessoal e livre) de A seta e o alvo- Paulo Moska
terça-feira, 21 de abril de 2009
For Me... For You... For All!!!! Parte 2- Em algum forró num canto ela...
Forró universitário segundo a wikipédia:" Forró universitário é um gênero musical surgido no estado brasileiro do Espírito Santo, na cidade de Itaúnas, sendo mais dançado no estado do Ceará.
O forró universitário é mais rápido que o xote e tem dois passos bases que são muito parecidos com passos de valsa.É dançado a dois com os corpos bem colados. Trata-se de uma reorganização do universo simbólico do forró mediante a intensificação da participação de grupos sociais das camadas médias.
A razão de ser mais difundido é a facilidade do aprendizado e a flexibilidade da dança possibilitando a adaptação de passos de ritmos. O sucesso deste estilo musical foi promovido também por uma assimilação e indiferenciação entre os jovens da banda e os jovens das camadas médias. Esse auge do estilo se deu em 2001 com o advento do grupo falamansa."
Rolava na sala de aula um CD de uma banda chamada "Falamansa"... fui ouvir e até que gostei. Uma roupagem nova do ritmo que eu havia me acostumado a ouvir em casa.
Fui convidada, então, para ir ao extinto (porém muito saudosista) Remelexo da Lapa, que na época ficava na Rua Tito...
Era o início de bandas como Praiera, Bicho de pé, Circuladô de Fulô, Falamansa, Peixelétrico, Caiana, Raiz do Sana, Forróçacana, Rastapé...
Me apaixonei! Nunca me ensinaram a dançar forró, foi como uma daquelas coisas que parece que você já nasceu sabendo fazer... coisas pras quais agente nasce pronto...
O que era um prazer se tornou vício e todos os domingos, por cerca de dois anos initerruptos eu compareci aos domingos no Remelexo de Pinheiros (casa que ainda existe), só para ver o Trio Virgulino tocar...
Minha geração ouvia e vivia aquele estilo de música, fosse nas roupas (new hippie), fosse nos disc mans, fosse nas baladas ou nos encontros da tribo... Era uma nova tribo cheia de peace'n love, que queria mais era dançar, ouvir boa música e beijar na boca!
E como sugeria O trio nordestino em uma de suas mais deliciosas canções: "Síria com Carimbo, Maracatu com forró até o dia clarear" o negócio era misturar...
Além da mistura com o maracatu, sugiu uma mistura doida entre o forró e o reggae, fruto das mentes loucas de uns caras que tinham uma banda chama Peixelétrico.
A mistura deu certo, criou-se o Foreggae. Com passos mais lentos, giros inversos e passos mais soltos, roubou pra sí mais alguns passos do Samba- Rock e tirou dele o contra tempo...
Surgiu ai também, um xote mais arroxado, bom pra quem gostava de xavecar as meninas ou pra quem gostava mesmo de um "Esmeril Pesado"...
Luais na praia, rodas no colégio, as baladas e as pessoas que compunham o movimento... tudo tinha uma cor diferente...
Em 2005, já com 19 anos e depois do fim da febre, foi a vez de conhecer o que é que os cariocas tinham!
Convidada por namorado, fui ao Rio pra dançar forró! Vou dizer a verdade... adorei! Além de ter namorado um produtor de forró, tive a oportunidade de ir a dois lugares chaves: Feira de São Cristovão e o forró do Malagueta.... ai, é impossível não citar Zeca Baleiro "Vem arder comigo, meu amor, no Malagueta, a pimenta é boa, meu amor, não faz careta. Vem arder comigo, vamos dançar sem perigo, bater canela, umbigo, cabeça e coração".
De lá pra cá muita coisa aconteceu... Casas simbolo como KVA, Danado de Bom e Projeto Equilibrio, estão vivas apenas na lembrança de pessoas, que como eu, viveram a moda, curtiram a onda, dançaram pra cacete ou simplesmente estiveram envolvidas neste movivento, que não morreu mas se renova.
Pra quem ainda gosta de dançar, ainda existem redutos na ciddade de São Paulo como o Remelexo de Pinheiros e o Canto da Ema ( que pra mim é a melhor das opções).
De quarta a domingo, o Canto da Ema é uma excelente opção para quem gosta mesmo é de dançar, até as 1:30 quem manda é o DJ e depois as melhores bandas... Tem do novo e tem do velho... de Trio Virgulino a Trio dona Flor... O negócio é smerilhar... dançar, dançar dançar até as pernas doerem...

Eu fui chegando e fiquei meio assustado
Era só muié bonita, era fulô pra todo lado
Dancei a noite inteira com as muié que vão na feira E de segunda a segunda tão em todos os forrós
Forró que só encontrei no Malagueta
Vi par de teta com teta, dez muié pra um homi só Fora eu era só par de muié com muié
Sem tempo de ficar parado
Nesse forró é fulô pra todo lado
E o baile não acabava e as muié tavam suada
Mas suor de pele fina deixa o perfume no ar
Muié com muié não tem nenhum problema
Se for reparar direito é até bonito de se ver
Dançando juntinho parece até casal
Num forró "tete- a- tete" não tem nada de anormal
(Suor de Pele Fina- Duani Martins e Cachaça)
For me... For you... For All.... FORRÓ! parte 1- No vôo da asa branca
Acompanhando esse raciocínio, fui direto na fonte procurar o que eu ouvia quando era criança: Meus pais...
Na verdade, fui caçar num pequeno acervos de vinil que tem lá em casa... encontrei várias coisas (não só forró é claro!), mas encontrei peças raras:
Agepê (meu pai adoooorava esse cara), Alcione, Hyldon, Milionário e José Rico, Roberta Miranda, João Mineiro e Marciano, Reginaldo Rossi, Altemar Dutra, Amado Batista e outras coisas que compunham o Pop Brega dos anos 80 e começo dos anos 90...
E o forró pra onde foi?
Essa era uma dúvida que insistia e persistia...
Fui arrumar uns cd's, quando eu ACHEI a resposta para todas as minhas dúvidas...
Entre modelitos bregas, guitarras, teclados e afinações que não eram assim uma BRASTEMP, estavam as canções que eu amava (sim amava e arrisco a dizer que ainda amo), numa roupagem um pouco diferente, uma vez que eram ao vivo, elas me tocaram como as paixões antigas costumam fazer com agente.
Pois bem, me chamem de brega, de profanadora da boa música, critiquem meu gosto, me façam arder no mármore do inferno, me mandem ao purgatório das pessoas cultas....
Mas sou ré confessa e assumo: Gosto de Mastruz com Leite!
Mas não esse Mastruz com Leite que agora fala de cocotinhas, bundinhas de fora, sacanagens que nem se dão mais ao trabalho de colocar em duplo sentido (como recomendaria o mestre Genival Lacerda).
Gosto mesmo é de um Mastruz com Leite que não existe mais... Um que eu conheci quando era criança... um que eu ouvia com meus primos no final de tarde... lá no sítio da minha avó, na cidade de Ubajara no Ceará...
Quando eu fiz 8 anos, fui pra lá pela segunda vez, e tive a oportunidade (única) de tirar o juizo da minha avó, de ir com meus primos pra roça, de chupar cana, comer caju no pé, ter dor de barriga no engenho de rapa- dura e comer muita farinha quente no engenho de farinha.
Uma das cenas mais marcantes da minha vida, eu vi naquele engenho: TODAS as mulheres da vila reunidas em prol da farinha. Enquanto descascavam quilos e quilos de mandioca, cantavam cantigas antigas... lindo
No final da tarde, quando meus primos voltavam da roça, agente sentava na varanda e ficava ouvindo música até o jantar ficar pronto.... adivinha qual era a banda????? Mastruz com leite! rss
As canções falavam de amor, de costumes do nordeste, da saudade da terra deixada e do desejo de voltar, vontade essa que todo retirante tem dentro de si... As letras eram um balsamo pra quem estava longe do seu sertão, de sua vaquejada, de sua cachaça.
Foram essas letras que, já naquela época, me calaram fundo e me deu a consciência de ser parte da história de um cara como esses que:
Começou a trabalhar na roça muito cedo;
Deixou sua terra em busca de uma vida melhor;
Casou;
Teve seus filhos;
Conseguiu prosperar;
E o melhor de tudo: Conseguiu voltar para a terra natal e dizer que tinha vencido!
E tive quer partir
Coração em pedaços
Fingindo pra não desistir
A vontade e coragem
E tudo na contramão
Deus sabe como deixei
O meu pequeno sertão
A saudade me invade
Me fazendo lembrar
Da minha liberdade
De todos que eu deixei por lá
Das vaquejadas e forró
Eu via o sol clarear
Meu cantinho, minha casa
Minha rede a balançar
Mas, eu vou voltar, sei que vou voltar
Que eu encontre sorrindo BIS
Quem ficou a chorar
Eu me sinto um pássaro sem poder voar
Ainda escuto ao longe o canto do sabiá
Tudo é fantasia, ou pura ilusão
Não há nada que faça
Eu esquecer meu sertão.
(No võo da asa branca-Catia Cilene)
Vale descatacar esse álbum, que pra mim foi um verdadeiro achado... O nome é Mastruz com leite- Ao vivo 1 (criativo né)..rss
Aos que se permitem um despimento de PRÉ conceitos... vale....
Eu, como não poderia ser diferente, tenho no meu PC, no meu Note e no meu Ipod (vixi como sou "muderna")....
E foi assim foi que eu comecei a gostar de forró...
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Inquieta
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus...
Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome...
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?
Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...
Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...
(Esquadros- Belchior)
Atrasada... mas ainda em tempo
É o ato de tocar os seus lábios nos lábios de outra pessoa. Antigamente o beijo era utilizado de várias formas e com infinitos significados. Na Idade Média o beijo na boca representava uma espécie de contrato entre o senhor feudal e o vassalo (Era tipo “dou minha palavra”). Foi apenas no século XVII que os homens acabaram com o hábito de beijar uma pessoa do mesmo sexo. O beijo está presente em todas as religiões.
Curiosidades:
- Durante o beijo você movimenta 29 músculos, dos quais 17 são da língua.
- Os batimentos cardíacos aceleram, vão de 60 a 150, fazendo uma espécie de exercício pro coração.
- Um beijo caprichado gasta em média 12 calorias.
Tipos de Beijos:
Esquimó – esfrega a ponta do nariz no nariz do seu parceiro (a).
Borboleta – com os cílios.
Francês – é o tradicional beijo de língua.
Selinho – com os lábios.
Cinematográfico – é o chamado beijo técnico, não envolve emoção.
Arrepio – é aquele dado na orelha.
Titanic – é aquele que ocorre grande troca de salivas.
Conde Drácula – é aquele que se estende até o pescoço.
Amigo- é o de selinho, onde os amigos encostam os lábios delicadamente e de forma carinhosa, fazendo bico e durando alguns segundos.
Ingrid Bergman
Virada Cultural....
Segue uma prévia de tudo que irá rolar.... escolha seus shows e PREPARE-SE PARA SE ACABAR!
Outra coisa... vá de metrô.... é mais, rápido, mais seguro e dá pra tomar cerveja.... hehehehehe
Na abertura desta quinta edição da Virada Cultural as sirenes do grupo francês Mecanique Vivant, instaladas sobre os edifícios da região da Praça do Patriarca, darão a largada na maratona de espetáculos. O primeiro show musical, que abrirá oficialmente a sequência de atrações, será no grande palco da Avenida São João com Jon Lord e Orquestra Sinfônica Municipal. O lendário tecladista e organista do Deep Purple é figura marcante no mundo do rock e apresentará seu Concerto Para Grupo e Orquestra de 1969. No mesmo palco, subirão ao longo da noite e madrugada afora Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, Tim Maia Racional (apresentado por Instituto, Bnegão, Thalma e Dafé), Tribo de Jah, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro e Novos Baianos. Maria Rita encerrará a festa.
No Palco Arouche, o clima será outro. Dançando juntinho ou simplesmente cantando em coro, o público vai conferir as apresentações de Benito di Paula, Luis Ayrão, Wando, Reginaldo Rossi, Beto Barbosa, Wanderley Andrade, Bartô Galeno, Jane e Herondi, Silvio Brito, Odair José e Wanderley Cardoso.
O Teatro Municipal, como tem acontecido nos anos anteriores, irá abrigar consagrados nomes relendo seus trabalhos mais marcantes, da primeira à última faixa. Subirão ao palco Arrigo Barnabé e banda Sabor de Veneno (Clara Crocodilo), Egberto Gismonti (Alma), Tom Zé (Grande Liquidação), Chico Cesar (Aos Vivos), Violeta de Outono (Violeta de Outono), Cama de Gato (Cama de Gato), Fafá de Belém (Água), Francis Hime e Orquestra Experimental de Repertório (Francis Hime) e Beto Guedes (Alma de Borracha).
A Praça Dom José Gaspar, como também nos anos anteriores, apresentará o Piano na Praça. Passarão por lá: Duo Lumina, Duo Gis Branco, Vitor Gonçalves, Lulinha Alencar, Pepe Cisneros, Beto Betrami, Leandro Cabral, Edson Sant’anna, Beba Zanettini, Rafael Vernet, Délia Fischer e Mário Moita.
O Estação da Luz – 20 anos sem Raul, localizado na Rua Cásper Líbero, fará uma homenagem ao cantor e compositor Raul Seixas, morto há exatos 20 anos, e já recebe o apelido carinhoso de “Palco Toca Raul!”. As dezenove bandas que se reunirão na Avenida Cásper Líbero farão um passeio pela carreira do cantor, tocando todos os seus álbuns, na íntegra, em ordem cronológica. O primeiro show será da banda original de Raul, Os Panteras. A programação conta ainda com as presenças do último kavernista Edy Star, Vivi Seixas (filha do cantor), Kika Seixas (ex-mulher) e do roqueiro Nasi. A última atração traz a última parceria do roqueiro baiano, com Marcelo Nova.
O Largo Santa Efigênia receberá: Anelis Assumpção, Iara Rennó, Lívia Nestrovski, Danilo Moraes, Curumim, Rockers Control, DJ Tudo, Os Pamonheiros, Banda Cayana, Leo Cavalcanti, Marcelo Jeneci, Por quê?, Bárbara Rodrix, Dani Black e Pedro Altério, Comadre Fulozinha. Trata-se de um apanhado do cena paulistana atual de novos músicos.
Na Praça da República estarão grandes nomes do rock brasileiro. Passarão por lá: Tutti-Frutti, O Som Nosso de Cada Dia, Joelho de Porco, Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Los Goiales all Stars, MQN, Matanza, Vanguart, CPM 22, Nação Zumbi, Nasi, The Electric Sitar Experience e Central Scrutinizer Band. O destaque fica por conta deste encerramento, que trará Ike Willis, lendário cantor do grupo de Frank Zappa.
No Palco Rio Branco, o público poderá conferir as apresentações dançantes de: Sandália de Prata, Farufyno, Trio Mocotó, Clube do Balanço, Os Opalas, Sambasonics, Colomi, Balaco, Projeto Coisa Fina (Moacir Santos), Juliana Amaral e Gafieira etc e tal, Gafieira São Paulo e Havana Brasil. Os principais nomes da noite samba rock da cidade embalam a madrugada e grandes gafieiras estendem o baile durante a tarde do domingo.
A Rua Conselheiro Crispiniano receberá a música instrumental em diversas de suas vertentes. Lá, se apresentarão: Choro das Três, George Petit, Daniel Latorre Hammond Trio, Ménage, Macaco Bong, Freegideira, Charles M Trio, Roto Roots, Alessandro Penezzi, Danilo Brito, Gabriel Grossi, Kleztory, Ricardo Hertz.
Haverá ainda um destaque especial para a dança. Tradicionalmente o espaço dedicado à dança na Virada, o Anhangabaú receberá a coreografia Fragile (dirigido e interpretado por Mauricio de Oliveira), Dualidade@br (com autoria do Balé da Cidade de São Paulo), La Valse (também idealizada pelo Balé da Cidade), Serenade (de São Paulo Cia. da Dança), Formas-me (de Mariana Piza), Ágape (Sopro Cia. de Dança), Só Tinha de Ser com Você (Quasar Cia. de Dança), O Animal Mais Forte do Mundo (Angelo Madureira e Ana Catarina Vieira), Pequenas Frestas de Ficção Sobre Realidade Insistente (Grupo Cena 11), Fábrica (Núcleo Omstrab), Baque da Aurora (Caracaxa), Batuntã, Les Sylphides (Corpo de Baile Jovem), Lúdico (Cia. Druw), Jogo de Dentro (Cia Danças), Enquanto Dure (Companhia de Ballet da Cidade de Niterói), Frutos da Terra (Cisne Negro Cia. de Dança), Trama (Cisne Negro Cia. de Dança), Bossa Nova (Ballet Stagium). Neste palco, no coração da festa, o dia amanhecerá ao som do lendário percussionista Guem.
ENCONTRO VC LÁ!
O Diabo
Do que você tem medo?
O que é que não te deixa dormir anoite?
Uma prova da faculdade, uma conta não paga, uma palavra mal- dita, um amor não correspondido?
Pois bem, como São Jorge em seu cavalo branco, também ando em busca dos meus dragões...
Como Joana D'arc, busco conhecer O Diabo para que consiga enfrentá-lo.
Quero urgentemente exorcizar minha vida!
O mais absurdo e estranho de admitir, é que essa busca termina no mesmo lugar que começou... dentro de mim!
Os demonios são meus... Minhas dúvidas, minhas incertezas, o que arrisco e o que deixo de arriscar.
Tenho medo de tormar a decisão errada, e por isso permaneço mais tempo encima do muro do que deveria...
Quando falei sobre a inércia, falei também sobre o medo de me locomover.... ela ainda me incomoda, mas não é o problema central.
A minha inércia está intimamente ligada ao inferno que tenho no meu coração!
Eu quero dar um passo, mas não me deixo... simplesmente porque não sei é o certo... MEDO DE ARRISCAR
Eu quero experimentar novas sensações, mas tenho medo de trocar o confortavel pelo incerto... MEDO DO FRACASSO
Eu quero uma noite de sono tranquila, com bons sonhos... mas a insonia, a ansiedade (eterna companheira) nem sempre são boas conselheiras ou amigas... MEDO DE NÃO RESOLVER
Eu tenho medo da mesmice, mas vivo nela....
Tenho medo de começar o que quer que seja de novo, pois O NOVO LOGO SE TORNARÁ VELHO....e ai?
Será que ao invés de Santa como Jorge ou Joana, sei uma "cavaleira andante"?
Será que serei como Don Quixote em busca de novas histórias, novas aventuras?
Eu tenho medo do que quero ser, muito provavelmente porque tenho medo de quem sou de fato e quem eu sou?
Sinceramente, esta é uma pergunta que me faço diariamente, e ainda não obtive uma resposta completa. Sou aquela descrita no meu perfil, que está no cabeçalho do Blog, sou aquela.... sou essa... sou nenhuma.
Estou pensando em buscar ajuda profissional... mesmo.
Preciso que alguém me ajude nessa cruzada contra meus demonios existenciais... Sozinha eu já não posso mais...
Não sei se recorro a um padre, um pai-de-santo, um psiquiatra ou a um psicólogo....rs
Vou descobrir... acho!
Esses dias, enquanto enquanto deixava a cidade, estava conversando com o Digníssimo daqui de casa sobre algumas destas coisas... Cigarros e "cerveja" nos faziam companhia... quando no rádio tocou a canção perfeita.
Pois é quero conversar musicalmente... já tentou manter um diálogo com alguem sem dizer uma frase sequer que não seja um trecho de alguma música? Eu faço isso sempre...
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do Demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá
(Miedo-Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis)