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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Discos: "As brigas que perdi, estas sim eu nunca esqueci" 26/50

Isopor- Pato Fú- 1999

1. “Made in Japan” (Robinson Moshi/John Ulhoa)
2. “Isopor” (John Ulhoa)
3. “Depois” (John Ulhoa)
4. “Um Ponto Oito” (John Ulhoa)
5. “Imperfeito” (John Ulhoa)
6. “Morto” (John Ulhoa)
7. “O Filho Predileto do Rajneesh” (Rubinho Troll)
8. “Perdendo Dentes” (John Ulhoa/Fernanda Takai)
9. “Saudade” (Gerson Freire/Fernanda Takai)
10. “O Prato do Dia” (John Ulhoa)
11. “Quase” (John Ulhoa)
12. Faixa interativa

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Quando decidi postar Pato Fú, fiquei numa puta dúvida de qual colocaria. Sou de uma geração que não sonhava em ter Malú Magalhães como icone Teen... nem a Hanna Montana... Dor de corno era curada ao som da doce voz de Fernanda Takai... era o máximo.

Nós sabiamos todas as músicas, tinhamos os cds e ficavamos nas aulas vagas cantando...
uaaauu...

Era o suprasumo do sabor pra minha turma.

Me tornei adulta e continuei gostando deles... Hoje muita coisa tem outra conotação, mas a verdade é que Pato Fú tem cheiro de naftalina.

Me faz lembrar de quando eramos 11, e o futuro, espertão, não dava nem pista dos anos de chumbo grosso que me aguardavam!

Escolher uma música? Não dá, mas eu posso casar aquele ano com o resto da minha vida:

Perdendo Dentes
Composição: John/Fernanda Takai

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando eu falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
Eu uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando eu falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
Eu uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

Discos: Se eu sou algo incompreesível, meu Deus é mais" 19/50


Doces Bárbaros- 1975

1 Os mais doces bárbaros
2 Fé cega, faca amolada
3 Atiraste uma pedra
4 Pássaro proibido
5 Chuckberry fields forever
6 Gênesis
7 Tarasca guidon
8 Eu e ela estávamos ali encostados na parede
9 Esotérico
10 Eu te amo
11 O seu amor
12 Quando
13 Pé quente, cabeça fria
14 Peixe
15 Um índio
16 São João, Xangô menino
17 Nós, por exemplo
18 Os mais doces bárbaros

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Doces Bárbaros por Caetano:

"A sugestão foi de Bethânia, e partindo dela, era uma convocação. Ela teve um sonho, não sei o quê, Gil largou uma excursão no meio. Bethânia falou e ele parou tudo. Fizemos o repertório, divino, em duas semanas, mas a gravação ao vivo saiu suja. A gente queria gravar tudo bonitinho em estúdio, mas as mulheres não quiseram. Coisa de mulher. O Festival de Montreaux quer reunir novamente os Doces Bárbaros. Só depende da Bethânia. Se ela convocar... O show ficou muito bonito, romântico, baiano, colorido, sensual, extrovertido. É preto. É baiano."


Doces Bárbaros por Ana "Létícia":

Singular.

Ele une várias coisas numa coisa só. É vibrante, dançante, transcendente, peculiar, expansivo, arrebatador.

Conheci os Doces, no projeto de aniversário feito pelo Pão Music no Ibira. Foram 5 shows memoráveis.

Dentre as minhas prediletas estão: Esotérico, São João Xangô Menino e Faca Amolada.

Esotérico

Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu prá você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí
Não adianta nem me abandonar (não adianta não)
Nem ficar tão apaixonada, que nada
Que não sabe nadar
Que morre afogada por mim

domingo, 9 de agosto de 2009

Discos: "Todos os seres em harmonia, tudo transborda alegria... hoje é dia de festa" 25/50

Jorge Vercilo- Ao Vivo Ano:2006 Gênero:MPB (embora muitos discordem)
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1-Ciclo
2-Encontro das Águas
3-Invisível
4-Contraste/ Em Órbita
5-Eu e a Vida
6-Fenix
7-Senhora Liberdade/O Reino das Águas Claras/ Do jeito que for
8-Beatriz
9-Himalaia
10-Final Feliz
11-Avesso
12-Praia Nua
13-Melhor Lugar
14-Homem-Aranha
15-Vela de Acender, Vela de Navegar
16-Leve
17-Que Nem Maré
18-Você é Tudo
19-Monalisa
20-Signo de Ar
21-Penso em Ti
22-Abismo (Extra)
23-Pela Ciclovia (Extra)
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Gosto é regalo da vida! Já dizia meu pai.

Esta é a frase com a qual abro minhas considerações sobre este albúm e também sobre este cara!

Tem gente que gosta da Perla (funkeira), eu gosto de Djavan...
Tem gente que gosta do Latino... GENTE, EU GOSTO DO JORGE VERCILO, E DAÍ?!

Vamos lá, o cara é foda! É feio mas faz sucesso, é mela cueca e eu adoro, pode não cantar nada... mas tem músicos que sustentam o que falta nele... O cara tem excelentes composiões...

Duvidam disto?

Maria Bethânia gravou o cara... " Eu que não sei quase nada do mar" , é uma composição dele... tá em parceria com a Ana Carolina... mas é dele!
O cara já gravou com Jorge Aragão, sambista das antigas, partideiro boa gente, exímio músico e compositor...
O cara já compôs para a Leila Pinheiro (Pela Ciclovia),
Fez uma caralhada de coisas com o Jorge Mautner...

Tá o cara pode até ser popzinho, fazer umas coisas paratocarnoradio...

Mas funciona!

Eu era dessas que não gostava e criticava por puro, mero, simples e insubstituível prazer. Mas um dia minha mãe (sempre ela), ganhou este Cd, esqueceu no meu carro ai, como dizemos no aeroporto, "fodeu a porra toda"!
Eu, que vinha curtindo uma dor de corno na época, achei a trilha sonora perfeita para a separação " Aprendi com a dor, nada mais é o amor que o encontro das águas"...
Gente era perfeito, horas e horas e horas de lágrimas garantidas! Era ir onde a dor da cornitude doí. "FERPEITO"
Logo eu me lembrei que ser corna é importante, engorda e faz crescer...
Comecei a sair, conheci o Má e adivinham?!?!?!?!?
De músicas para dor de corno, virou músicas para viver uma paixão!
Ai gente, era uma viadagem só.... "Enfim, passeia sua boca em mim até me calar"...

Posso dizer que nos 3 últimos anos, este, definitivamente, foi o disco que eu mais ouvi!

Pra constar, o Má odeia... é... quando decidi ir ao show TIVE QUE IR SOZINHA, porque ele se recusou a compactuar com isso! risos

Pra quem gosta, assim como eu, o albúm é muito bom!

Como todo bom 1º Ao Vivo que preste, traz uma retrospectiva da carreira do Vercilo, como coisas muito muito boas e outras (devo admitir) nem tanto!

Canções como "Em Órbita e Contraste", ganharam uma cara leve e bem gostosa com instrumentos de sopro... tem uma cara de praia do Caribe, são frescas e arejadas... "Tarde de praia, na minha rede tomara que caia uma criatura assim..."
"Avesso", que trata do relacionamento homossexual entre dois homens, é delicada e dramática... mas muito apaixonada! "Quanto tempo levar, quero saber se você é tão forte que nem lá no fundo irá (me) desejar"
"Pela ciclovia", que só pode ser ouvida no DVD que leva o mesmo nome do disco, é um encontro porreta de voz e violão entre os compositores e a intérprete.... perfeita, deliciosa " Tarde cinza é não te ver, oceano te olhar"

Mas, meu xodó é um pout-pourri de "Senhora Liberdade/ Reino das Águas Claras e Do jeito que for"

Eu colocaria, como de costume, as letras... mas colocarei um trecho de cada e o vídeo com as canções

"Abra as asas sobre mim,
Oh Senhora Liberdade,
Eu fui condenado
Sem merecimento
Por um sentimento
Por uma paixão"
(Senhora Liberdade)


" Todos os seres em harmonia
Tudo transborda alegria
Hoje é dia de festa
Dentro do palácio encantado
O Príncipe escamado
Vai se coroar!" (Reino das águas claras)

"Seja fogo de palha ou seja amor
Seja do jeito que for
Só de pensar em você
Já me faz tanto bem"
(Do jeito que for)



quinta-feira, 16 de julho de 2009

Discos: São tantas noites em restaurantes, amores sem ciúme. Eu sei bem mais do que antes sobre bocas, batons e perfumes 23/50

Leoni- Ao vivo
2005
Gênero: Pop Rock
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01. As Cartas que Eu Não Mando
02. Melhor pra Mim
03. 50 Receitas
04. Como Eu Quero
05. Falando de Amor
06. Fotografia
07. 40 Dias no Espaço
08. Canção pra Quando Você Voltar
09. Por que Não Eu?
10. Alice (Não Me Escreva Aquela Carta de Amor)/... Enviar letra
11. Garotos II - O Outro Lado
12. Carro e Grana/ A Fórmula do Amor
13. Os Outros
14. Exagerado
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Em 2005 eu fiz um monte de coisas interessantes...

Vamos lá, namorei e desnamorei um monte de gente... Frequentei o Rio de Janeiro com mais frequencia, incorporei Ogum pela primeira vez, comprei passagens para Salvador, conheci os becos das zona norte, caminhei pelo ABC (mais pelo B), semanalmente ia pro Canto da Ema... um fervilhão de experiências interessantes rolaram no auge dos meus 19 anos!

Foi neste ano também que eu decidi mudar de área, fui fazer Hotelaria, e conheci pessoas incríveis que estão na minha vida até hoje.

Uma destas pessoas, minha querida amiga Cíci, me convidou para tentar trabalhar em Santo Antônio do Pinhal, cidade próxima a Campos do Jordão. Fomos...

Sem nada muito certo, subimos a serra. Nos hospedamos na casa da familia dela e fomos trabalhar em pousadas... valendo mais a experiência, a vivência do que própriamente o retorno financeiro que teriamos então.

Dividimos a mesma casa por um mês, um loooongo e frio mês de Julho... Leoni era o homem de nossas vidas, de fato, ele nos acompanhou durante toda a nossa estadia.
Era a trilha pra limpar a casa, pra tomar cerveja, até pra gente brigar.
Foi um mês intenso e cheio de amadurecimentos, ao menos pra mim. Longe de casa, das minhas referências, dos amigos, de pai e mãe pela primeira vez.

Este Disco foi a trilha da viagem toda, foi minha companhia nas manhãs de introspecção da Cí...

Falando menos de mim e mais dele:

Este album foi o retorno do Leoni, com "porque não eu" como trilha de novela, logo só se escutava ele em tooooodos lugares possíveis e imagináveis. Foi o ano da Festa Ploc fazer sucesso no Rio e em São Paulo e resgatar a moçada dos anos 80 fortemente.
Neste disco, ele traz vários sucessos dos tempos com o Kid Abelha, depois com o Heróis da Resistência e coisas também da fase solo da carreira dele.
As harmonas são tranquilas, até mesmo quando ele mata as pessoas de tesão, numa interpretação de "Como eu quero", que faz agente querer de verdade.
O disco inteiro é todo bom e com participações mais que especiais: Hebert Vianna, Léo Jaime e Rodrigo Maranhão dão um tom diferente ao disco, colocando mais cor em faixas como "Canção pra quando você chegar", "Fotografia" e "Falando de amor", respectivamente.
Vale a pena....

Fotografia

Hoje o mar faz onda feito criança
No balanço calmo a gente descansa
Nessas horas dorme longe a lembrança
De ser feliz

Quando a tarde toma a gente nos braços
Sopra um vento que dissolve o cansaço
É o avesso do esforço que eu faço
Pra ser feliz

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.

Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz

E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.

(Leoni/Leo Jaime)

Discos: Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa, faça calor ou faça frio é sempre carnaval no Brasil 22/50




Titãs- Acústico MTV 1997 Gênero: Rock Nacional
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1. "Comida" – 5:22
2. "Go Back" (em espanhol) – 3:50
3. "Pra Dizer Adeus" – 3:42
4. "Família" – 3:38
5. "Os Cegos do Castelo" – 4:56
6. "O Pulso" – 3:19
7. "Marvin" – 4:24
8. "Nem Cinco Minutos Guardados" – 4:05
9. "Flores" – 3:35
10. "Palavras" – 2:38
11. "Hereditário" – 2:31
12. "A Melhor Forma" – 3:11
13. "Cabeça Dinossauro" – 0:37
14. "32 Dentes" – 3:04
15. "Bichos Escrotos" (vinheta) – 1:44
16. "Não Vou Lutar" – 3:09
17. "Homem Primata" (vinheta) – 0:34
18. "Homem Primata" – 3:15
19. "Polícia" (vinheta) – 0:56
20. "Querem Meu Sangue" – 3:32
21. "Diversão" – 4:45
22. "Televisão" – 4:53
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Comprei este disco com a séria intensão de presentear meu irmão. Na ocasião ele completaria 22 anos e eu queria dar um presente bacana pra ele.

Fui até o West Plaza (território de todas as paqueras da época), me dirigi a Virtual Music (mesosoica e extinta loja de CDS, localizada no piso térreo do Bloco B), quando ouvi, encantada, a seguinte frase: "Eu me perdi na selva de pedras"...

Bastou para que uma relação confusa e calorosa começasse entre a idéia de comprar o CD e dá-lo ao meu irmão!
Conclusão, comprei o CD, fingi que dei pra ele e no dia seguinte fiz o favor de DESAPARECER com o disco das vistas do nosso amigo. Claro, que o fato dele não morar mais em casa foi um grande fator contribuinte para essa mágica digna de David Copperfield ser bem sucedida!

Me tranquei no quarto com a minha prima e fiquei hoooooooooras ouvindo as mesmas músicas, moral da história: em um único dia eu já tinha decorado TODAS as letras!

Minha professora de espanhol da época, quis morrer do coração, afinal eu QUERIA a todo custo a tradução da segunda parte de "Go Back", que neste disco, é cantada em espanhol com participação do cantor Fito Pàez (que na época era alguma espécie de moda gravar com esse cara!). Bom, eu a fiz ouvir a música umas 10 aulas seguidas, até que ela, já vencida pelo cansaço, foi buscar as referências da música e descobriu que a tão querida segunda parte, era nada mais nada menos do que um trecho de um poema do Pablo Neruda! Problemas resolvidos????? Nããão, como prova de seu profissionalismo, e exercitando sua autoridade de professora, ela me deu um dicionário enoooooorme e o poema, me mandou traduzir pra aula seguinte, aula na qual eu teria que declamar o tal poema! Pra piorar, valia pontos importantíssimos na média!
Gente, eu nunca fui uma aluna exemplar, muito pelo contrário, estudar me dá preguiça, tédio, sono, tudo que sei aprendi dormindo (mentira), ou por osmose mesmo (mais mentira ainda). Enfim, traduzi, superei o trauma e nasceu esta grande cara de pau que vos fala. Declamei lindamente a poesia (com Go Back ao fundo), ganhei meus pontos e passei de semestre!

Eu achava todas as canções lindas, adoro Go Back e Neruda, mas me marcou mesmo "Nem cinco minutos guardados", aquela citação de Luiz Melodia, me deu curiosidade para conhecer mais sobre o trabalho dele, graças àquela frase curtinha (" Carnaval, carnaval, carnaval eu fico triste quando chega o carnaval... isso é Luiz Melodia), conheci um dos caras mais fodásticos da musica brasileira!

Anos mais tarde, já trabalhando no aeroporto, estou saindo da livraria Laselva, linda e distraída, ouvindo meu Ipod, tocando "tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa...", quando eu dou de cara, literalmente, com quem? Com quem? Com quem? Paulo Miklos! Tonta como sou, fiquei alí parada, bestificada com a minha capacidade de não me mexer na hora certa!

Então... só me resta dizer: Solo quiero saber lo que puede dar cierto, no tengo tiempo a perder...

FAREWELL Y LOS SOLLOZOS

1


Desde el fondo de ti, y arrodillado,
un niño triste, como yo, nos mira.

Por esa vida que arderá en sus venas
tendrían que amarrarse nuestras vidas.

Por esas manos, hijas de tus manos,
tendrían que matar las manos mías.

Por sus ojos abiertos en la tierra
veré en los tuyos lágrimas un día.

2

Yo no lo quiero, Amada.

Para que nada nos amarre
que no nos una nada.

Ni la palabra que aromó tu boca,
ni lo que no dijeron las palabras.

Ni la fiesta de amor que no tuvimos,
ni tus sollozos junto a la ventana.

3

(Amo el amor de los marineros
que besan y se van.

Dejan una promesa.
No vuelven nunca más.

En cada puerto una mujer espera:
los marineros besan y se van.

Una noche se acuestan con la muerte
en el lecho del mar.

4

Amo el amor que se reparte
en besos, lecho y pan.

Amor que puede ser eterno
y puede ser fugaz.

Amor que quiere libertarse
para volver a amar.

Amor divinizado que se acerca
Amor divinizado que se va.)

5

Ya no se encantarán mis ojos en tus ojos,
ya no se endulzará junto a ti mi dolor.

Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada
y hacia donde camines llevarás mi dolor.

Fui tuyo, fuiste mía. Qué más? Juntos hicimos
un recodo en la ruta donde el amor pasó.

Fui tuyo, fuiste mía. Tu serás del que te ame,
del que corte en tu huerto lo que he sembrado yo.

Yo me voy. Estoy triste: pero siempre estoy triste.
Vengo desde tus brazos. No sé hacia dónde voy.

...Desde tu corazón me dice adiós un niño.
Y yo le digo adiós.

(Pablo Neruda)

sábado, 27 de junho de 2009

Dicos:"Domínio público, Jorge Ben, Fernanda Abreu, Racionais 'M6', Marinheiro Só, Miles Davis" 21/50


Caetano Veloso- Prenda Minha
Ano: 1999
Gênero: MPB
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1-Jorge de Capadócia
2-Prenda minha
3- Meditação
4-Terra
5-Eclipse oculto
6-Texto de "Verdade Tropical"
7-Bem devagar
8-Drão
9-Saudosismo
10-Carolina
11-Sozinho
12-Esse cara
13 -Mel / Miel (Mel)
14- Linha do Equador
15-Odara
16-A luz de Tieta
17-Atrás da Verde-e-Rosa só não vai quem já morreu
18-Vida boa
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"Tipo de amor que não pode sar certo na luz da manhã, e desperdiçamos os blues do Djavan"



Prenda minha é o mais novo capítulo de "Livro Vivo" o show. Quem assistiu terá nas mãos o lado B do disco Livro, feito de regravações e gravações inéditas, parágrafos ilustres escritos e reescritos pela voz de Caetano Veloso, ao vivo, durante as últimas apresentações no Metropolitan, Rio de Janeiro.

"Na verdade, a experiência com Fina Estampa me agradou muito e sempre gosto dos registros ao vivo que sucedem discos de estúdio de meus colegas, em geral e em particular do disco de Gilberto Gil 'Quanta gente veio ver' que é bacanérrimo. Só que no caso de Prenda minha, fiz uma coisa totalmente diferente, já que gravei justamente o repertório do show que não pertencia ao disco de estúdio."

Caetano abre o tabuleiro com a frase "Domínio público, Jorge Ben, Fernanda Abreu, Racionais MCs, Marinheiro só, Miles Davis", para em seguida puxar "Jorge da Capadócia" do swing man Ben Jor. Na fala do artista, os nomes que gravaram a música e uma redenção: "foi pra comentar e ao mesmo tempo perdoar o fato de Miles Davis ter gravado 'Prenda minha' no início dos anos 60 com Gil Evans e tê-la registrado como sendo de sua autoria. É como se eu tivesse tentando dar a bela versão de Davia / Evans de volta aos gaúchos. E é por isso também que escolhi Prenda minha como título desse trabalho." Segue a música título.

"Meditação", de Tom Jobim, precede "Terra", tão implorada em todo os palcos onde Caetano se apresenta. A platéia explode em aplausos e perde o fôlego com "Eclipse Oculto". Pausa para respirar. Um outro texto, já escrito em Verdade Tropical, mas sempre renovado a cada citação pela força da homenagem a Gilberto Gil e Dona Canô, é a senha para "Bem devagar" e "Drão", do próprio Gil. Notas mais antigas, mas nem por isso amareladas, revelam "Saudosismo" e lembram Chico Buarque em "Carolina". Da voz de Caetano, surge "Sozinho", de Peninha, já gravada por Sandra de Sá e Tim Maia. "Esse cara" e "Mel" nos lembram outras fases dessa trajatória, nunca gravadas pelo autor. "Linha do Equador", em parceria com Djavan, "Odara" e "A luz de Tieta" retomam o clima eufórico e encaminham o álbum para "Atrás da Verde-e-Rosa só não vai quem já morreu", manifesto mangueirense de amor aos baianos que mudaram o rumo da MPB.

"Vida Boa" é a última faixa. Composição de Fausto Nilo e Armandinho, que encerra o disco numa espécie de sinopse de todo esse enredo: "você que faz minha vida variar, tá na luz que passa pelo ar, passa também pelo meu, seu... 'cantar'. " (extraído do site do cantor)


Foi a primeira vez que eu ouvi Jorge de Capadócia, impossível não se encantar.
Foi um sucessinho que tocou em todas as rádios durante meses a fio
Foi o Album que rendeu a Caetano, seu primeiro disco de diamante, com 1 milhão de cópias vendidas.
Foi a versão mais linda de Terra que eu ouvi
Foi com essa mesma canção, que anos mais tarde, gostei de ser "Terra"...


Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema
Mando um abraço prá ti
Pequenina como se eu fosse
O saudoso poeta
E fosses a Paraíba...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

domingo, 21 de junho de 2009

Discos: " Omolu, Ogum, Oxum, Oxumaré manda descer pra ver filhos de Gandhi" 20/50


Ogum/Xangô - Jorge Ben e Gilberto Gil
Ano de Lançamento: 1975
Gênero: MPB
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Track List:

1 - Meu Glorioso São Cristóvão
2 - Nega
3 - Jurubeba
4 - Quem Mandou

5 - Taj Mahal
6 - Morre o Burro, Fica o Homem
7 - Essa É Pra Tocar no Rádio
8 - Filhos de Gandhi
9 - Sarro
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Quando conheci este album, estava na estrada indo para Guaraqueçaba, litoral do Paraná.

Na verdade, eu o conheci quando conheci tudo que conheço (nuooosssa) sobre Jorge Ben! Afinal de contas, eu havia começado a namorar um fã do cara!
É, foi mais ou menos assim mesmo, num dia eu só conhecia o têtêtêrêtê e no outro estava ouvindo "Morre o burro fica o homem".
O fato é que eu não sei bem se foram as curvas da Estrada da Graciosa, as cervejas, ou a longa duração das faixas que me fizeram pirar no som que os caras fizeram.
Simples e despretencioso, faz com que você se sinta ali, sentado ao lado deles (como naquelas rodinhas musicais com todos os seus amigos)...
Como diria o Racional... numa relax, numa tranquila, numa boa, você adentra os campos da sintonia total com o tudo e o nada.... Trilha sonora perfeita para momentos "esvaziadores de mente".

Recomendações? Duas.... "Filhos de Gandhi", para aqueles que desejam todas as companhias e "Quem mandou você brincar de amor comigo amor", para aqueles que desejam uma companhia só!

Discos: "Eu que não sei quase nada do mar, descobri que não sei nada de mim" 18/50

Maria Bethânia-Dentro do Mar tem Rio
2007
Gênero: MPB
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CD 1 - 1º Ato
1. Floresta do Amazonas / Canto de Nanã
2. Beira - Mar
3. Asa Branca
4. Texto: Navegações Xiv, Grão de Mar e o Nome da Cidade
5. Texto: Inicial, Kirimurê
6. Pedrinha Miudinha / Orixá
7. História pro Sinhozinho / Cirandas
8. Santo Amaro
9. Serei de Água Doce
10. De Papo Pro Ar
11. Riacho do Navio
12. Águas de Cachoeira
13. O Vento / Texto: Procelária
14. A Dona do Raio e do Vento / Oração de Oiá
15. Instrumental / Moda/ Temporal / Sargaço Mar

CD 2 - 2º Ato
1. Memórias do mar,texto: Mar, Metade de minha alma é feita de maresia
2. Texto Mar Sonoro
3. Yemanjá Rainha do Mar
4. Texto: Marinheiro real
5. O marujo português
6. Sábado em Copacabana
7. Eu que não sei quase nada do mar
8. Texto: Amor é sede depois de se ter bem bebido, a saudade mata a gente
9. Gostoso demais
10. Você
11. Sob medida
12. Memórias da Água
13. Lágrima
14. Cantigas Populares
15. Texto: Poesia
16. Filosofia Pura
17. Texto: Quando Eu Morrer, Voltarei para Buscar os Instantes que Não Viví Junto ao Mar
18. Debaixo D'água
19. Texto: O Rio
20. Francisco, Francisco
21. Texto: Ultimatum
22. Movimento dos Barcos
23. Das Maravilhas do Mar Fez-se o Esplendor de uma Noite
24. A-la-la-ô / Chiquita Bacana / Chuva, Suor e Cerveja / Água lava tudo Paquito / Frevo Molhado
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É uma obra-prima, alias, uma obra completa!

São 39 faixas, harmoniosamente distribuidas e balanceadas com poesias dos mais diversos autores.

Eu gostava muito de Maria Bethânia, mas confesso que só conhecia o lado "Pop" da cantora, as faixas mais conhecidas de seus albúns.

Em 2006, fui visitar uma amiga (Marianinha), que me emprestou um disco dela e... me envergonho de dizer que ele nunca mais foi devolvido! Depois de anos de espera, ela resolveu me dar de presente! hehehehe

Este album fala das coisas ligadas a água, uma verdadeira evocação aos dias líquidos. Ele tem cheiro de maresia, brisa morna de praia no fim do dia e nsacer do sol prateado no alto mar.

Eu não vou fazer nenhuma recomendação específica, mas gostaria de convidar a todos para mergulhar neste disco, que só poderá ser compreendido quando ouvido na íntegra!

Divirtam-se!

Discos: "Mas te prometo (um dia) meu amor mudar de vida pra lhe consolar..."- Discos 17/50

Paulo Diniz- Meus Momentos (Coletânea)
Ano:1998
Gênero: MPB
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01-PINGOS DE AMOR
02-PIRI PIRI
03-UM CHOPE PRA DISTRAIR
04-VOU-ME EMBORA
05-JOSÉ
06-QUERO VOUTAR PRA BAHIA
07-O MEU AMOR CHOROU
08-PONHA UM ARCO-ÍRIS NA SUA MORINGA
09-CAPIM DA LAGOA
10-BAHIA COMIGO
11-QUEM TEM UM OLHO É REI
12-VIOLA NO PALETÓ
13-CANOEIRO
14-ASA BRANCA
15-COMO ?
16-LUGAR COMUM
17-AS ESTRADAS

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Conforme vou fazendo esta listagem, vou percebendo como meus pais influenciaram em minha vida musical. Aqui está mais um exemplo dessa verdade.

Paulo Diniz, é o verdadeiro cancioneiro popular.
Em suas canções, ele fala sempre o amor por sua terra e fala de amor de um jeito simples e gostoso.

Este album, reune seus maiores sucessos, dentre os quais a famosésima "Pingos de Amor", que anos mais tarde ganhou nova roupagem na voz do Kid Abelha, "Como?" e "José" (Poema de Drummond)

Em homenagem aos meus amigos canalhas por essência, dedico "Meu Amor Chorou":

O meu amor chorou
Não sei porque razão
O meu amor chorou
Não sei porque razão

Também pudera
Eu não estava acostumado
À vida de casado
E faço força pra ficar
Em casa sossegado
Mas amor é tão difícil
A gente se conter

Antigamente a minha vida
Era de bar em bar
Pelas ruas da cidade
A lua quando sai
Saudade vem e a gente vai
E fica pela rua até o amanhecer

Mas te prometo um dia, meu amor
Mudar de vida pra te consolar
E pra fazer seu gosto
Embora morra de desgosto
Trocarei tudo o que tenho
Procê não chorar

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Discos: de um lado o olho: Desaforo... e o que diz o meu nariz arrebitado? 16/50





Os Novos Baianos- Acabou Chorare
1972 Gênero:MPB

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1 Brasil pandeiro
2 Preta pretinha
3 Tinindo trincando
4 Swing de Campo Grande
5 Acabou chorare
6 Mistério do planeta
7 A menina dança
8 Besta é tu
9 Um bilhete pra Didi
10-Preta pretinha

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Obra-prima dos Novos Baianos, Acabou Chorare é o segundo trabalho do grupo – o primeiro foi É Ferro Na Boneca, gravado em 1970, quando o grupo morava em São Paulo. Morando no Rio De Janeiro, os músicos tiveram contato com João Gilberto, que teve influência fundamental para os rumos que a banda teria.

O violonista baiano inspirou Os Novos Baianos a relançarem "Brasil Pandeiro" - samba da década de 1940 de Assis Valente, feito para Carmen Miranda cantar. A faixa-título do disco ficou mais de 30 semanas entre as mais tocadas nas rádios brasileiras. O nome "Acabou Chorare" teria sido inspirado em uma história contada por João ao grupo, sobre sua filha Bebel, que costumava misturar o português com o espanhol (que aprendera no tempo em que morou com os pais no México). Em uma ocasião, Bebel abriu um berreiro ao tropeçar e a frase foi dita para consolar o pai que demonstrava preocupação. O sucesso "Preta Pretinha" foi composto sobre versos de Luiz Dias Galvão, feitos para uma moça que ele conhecera em Niterói.

O álbum foi colocado na Lista dos 100 maiores discos da música brasileira da versão brasileira da revista Rolling Stone como o melhor disco brasileiro de todos os tempos

Bom do começo ao fim, bom sem tirar nem por, bom por excelência...

Recomendações? O album inteiro!!!!!!!!

Quando cheguei tudo tudo, tudo estava virado...

Discos: Farinhar bem... 15/50


Marisa Monte- Verde, Anil, Amarelo, cor-de-rosa e carvão
1993

Gênero: MPB
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"Em janeiro de 94, Marisa e Nando Reis se juntaram a Carlinhos Brown e à Timbalada para gravar a música Grite Se Quiser Gritar (C. Brown), que só pôde ser ouvida nas rádios de Salvador durante o Carnaval, pois a música nunca foi lançada em LP. Dessa tríplice parceria com Brown e Reis surgiram 3 novas canções: Na Estrada, que está nodisco, ETC, gravada por Cássia Eller, e a inédita Seu Zé.

”O Brasil não é só verde, anil e amarelo
O Brasil também é cor-de-rosa e carvão”

Dos versos dessa música, Seu Zé, Marisa extraiu o título do seu novo LP. Muito mais do que qualquer conotação política, esse título traz em si uma consideração estética, exemplificada através de suas 13 canções. Dentre as várias rotas possíveis para a realização de seu novo disco, ela optou por estabelecer uma rota tridimensional, com uma larga margem para misturas e combinações."

Este é um daqueles albuns que falam por sí só!
Assim, nestes dias frios, escolha seu chá de preferência ( eu fico com o de maçã, levemente adoçado e mexido com um pauzinho de canela), ligue o som, ajuste para música ambiente e lei um livro!

Para entrar na minha sintonia, comece com Maria de verdade, vá para Dança da Solidão e, se der vontade de aumentar o som não se acanhe e cante alto Na estrada

Discos: Quem sai na chuva sem guarda-chuva é pra se molhar! 14/50


Wison Simoninha- Introducing Wilson Simoninha: Live Session at Trama Studios
2003
Gênero: Funk Samba Soul

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Arrasta o sofá e vamos dançar!!!!!

Pra quem gosta da metaleira, é uma delíííííííííííííícia. Com uma cozinha de responsa e um bom balanço, ele me surpreendeu. Mesmo

Qualidade sonora, boa escolha de repertório, bons músicos.
Dá pra namorar, da pra ouvir sozinha... enfim dá pra fazer festa!

Eu recomendo o disco todo, mas vou destacar uma linda versão de Tributo à Martin Luther King, composta pelo saudoso Simonal e que foi feita para o o Simoninha, e É isso que dá- um toque aos
nossos queridos "malandros" que só ACHAM que sabem de tudo, que estão em todas e nem fazem idéia do que realmente se passa na cabeça dela.

Discos: Não leve o personagem pra cama, pode acabar sendo fatal 13/50

Lulu Santos- Eu e Memê, Memê e Eu
1995
Gênero: Pop Rock (?)
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1. O Descobridor dos Sete Mares
2. Se Você Pensa
3. Fulgás
4. Sossego
5. Sereia
6. Cyberia
7. Casa ( A House In The Jungle Mix )
8. Tudo Bem
9. Toda Forma de Amor
10. Tudo Igual
11. Assim Caminha a Humanidade
12. Speech ( Vinheta )
13. Perereca FM ( Vinheta )
14. Tribal
15. Message

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Meu primeiro ídolo!

Ele é um babaca, eu sei, mas eu gosto dele.

Este não é o melhor album dele, muito pelo contrário, mas foi o meu primeiro disco adulto

Quando eu abandonei de vez os discos da "Xoxa", me apaixonei por ele... tanto que, aos 9 anos, eu queria CASAR COM ELE! (?) É parece doido mas é verdade.

Lembro que minha mãe chegou em casa das compras com um pacote vermelho pra mim...
Quando abri, fiquei enlouquecida, eu passei meeeeeeeeeeeses ouvindo o mesmo disco, até todo mundo enjoar e querer jogar o disco fora.
Os anos que se seguiram, até que eu completasse 14 anos e pudesse assistir um show dele, foram de total suplício pra minha mãe. Eu já mostrava minhas tendencias delinquentes e queria a todo custo FORJAR um rg, só pra ir no show dele!rss

As coisas acabaram sendo mais fáceis, rolou um show no parque do Carmo (logo ali na esquina) e minha mãe me levou!

Realizei meu sonho de menina, ratifiquei meu desejo de casar com ele e fui feliz pra sempre... até o próximo disco dele!

Recomendo deste album duas versões que gosto: Sossego e Tudo Igual.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Discos: Foi a Tesoura do Desejo... do Desejo mesmo de mudar-12/50

Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho- O grande Encontro 1996 Gênero:MPB/Forró
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Faixas
1. Sabiá
2. Coração bobo
3. Jacarepaguá blues
4. Pelas ruas que andei
5. Talismã
6. O ciúme
7. Dia branco
8. O amanhã é distante
9. Admirável gado novo
10. Trem das sete
11. Chão de giz
12. Veja (Margarida)
13. A prosa impúrpura do Caicó
14. Tesoura do desejo
15. Chorando e cantando
16. Banho de cheiro
17. Frevo mulher
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Bom, o Título já fala por sí só: O grande encontro.

Este post, na verdade já estava pronto para ser postado quando ele, hoje, fez muito mais sentido e eu decidi que mudaria totalmente o contexto.

Eu conheci este disco aos 15 anos, no fogo das paixões da adolescência, da moda do forró... Lembro que ganhei de amigo secreto do primo, foi disco que me abriu as portas para a obra dos 4 cantores em questão.

O disco inteiro é muito bom, de Coração bobo (que virou um clássico nesta vesão), passando por, Dia Branco, A Prosa Impúpura do Caicó e a deliciosa e descarada Jacarepaguá Blues!

Eu indico o disco todo, mas hoje, depois de um sentimento doido, assumindo minha covardia, tive um sopro de coragem:

Tesoura do Desejo

Você atravessando aquela rua vestida de negro
E eu te esperando em frente a um certo Bar Leblon
Você se aproximando e eu morrendo de medo
Ali, bem mesmo em frente a um certo Bar Leblon
Quando eu atravessava aquela rua morria de medo
De ver o teu sorriso e começar um velho sonho bom
E o sonho, fatalmente, viraria pesadelo
Ali, bem mesmo em frente a um certo Bar Leblon
Vamos entrar
Não tenho tempo
O que é que houve?
O que é que há?
O que é que houve meu amor,
Você cortou os seus cabelos
Foi a tesoura do desejo
Desejo mesmo de mudar

(Alceu Valença)

sábado, 30 de maio de 2009

Discos: Sou da linha de Umbanda, vou no Babalaô para pedir pra ela voltar pra mim- 11/50

Afro-Sambas - Monica Salmaso e Paulo Bellinati 1997 Gênero: MPB

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01. Consolacao 04'24"
02. Labareda 03'25"
03. Tristeza E Solidao 04'28"
04. Canto De Ossanha 03'54"
05. Canto De Xango 04'39"
06. Bocoche 02'56"
07. Canto De Iemanja 07'08"
08. Tempo De Amor (Samba Do Veloso) 03'50"
09. Canto De Pedra-Preta 04'12"
10. Lamento De Exu 03'23"
11. Cordao De Ouro/Berimbau 04'26"
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Este disco estará presente em dobradinha nesta lista, isto por um motivo muito simples: Afro- Sambas é a Cara de Vinícius e Baden e eu sou tão apaixonada por este albúm, que me apaixonei por ele duas vezes!

A voz de Mônica Salmaso, é balsamo. Tranquila, limpa, tranquilizadora.
Lamento ela ser tão pouco reconhecida e conhecida em nossa Terra Brazilis.
Ela tem uma história linda com intérprete, e é só dar uma pequena passada pelas obras dela pra saber do que eu estou falando.

Nesta regravação de Afro- Samba, Paulo Ballinati faz acompanhamento perfeito para tanta delicadeza...

Em algumas faixas, como
"Tristeza e Solidão, Cordão de Ouro/ Berimbau e Consolação" a vontade que eu tive foi de cortar os pulsos (no melhor sentido), é de uma dor tão doída que corrói a alma do ser. Mônica + Vinícius = Lágrimas de Amor!
Em outras faixas, no entanto, como
Canto de Xangô, Canto de Pedra-Preta e Labareda, dá vontade de cair nestes sambas leves e de boníssimo gosto... Recomendo

Discos: Koba Exú! Exú é Mojubá! 10/50

Rita Ribeiro- Tecnomacumba
2007
Gênero: MPB (A verdadeira)
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Há cerca de três anos, estava ajudando as ogãs do terreiro na caça de pontos para os nossos trabalhos e para as aulas que elas teriam.

Fizemos um vasto levantamento através de livros, internet, acervos virtuais... enfim, ouvimos e vimos muuuita coisa. Pra se ter uma idéia, hoje eu tenho cerca de 2G só de pontos de Umbanda.
Foi nessa busca que me deparei com Tecnomacumba...
Quando li o nome do disco, confesso que fui tomada por um pré- conceito vergonhoso...rss
Sei lá, estava acostumada a relacionar pontos com batuque... ai veio a Rita e me mostrou que nem sempre é assim!

O prefixo tecno, entretanto, quer dizer menos música eletrônica e mais tecnologia, no sentido de atividade humana que produz a cultura. Graças à tecnologia Oxóssi construiu seu ofá e Ogum forjou, do ferro, as suas armas, segundo a mitologia africana. Graças à tecnologia o homem construiu para si tanto os primitivos tambores quanto os contemporâneos sintetizadores, sem falar dos meios de comunicação capazes de globalizar o que é local e vice-versa. Conexões entre aspectos culturais locais com o que é globalizado não são novidades na história da música. Mas depende de cada artista promover o desvio ou se repetir. Rita Ribeiro promove um desvio significativo. Não por acaso ela abre o CD com uma saudação a Exu e, depois de saudar os outros orixás, desfila uma série de pontos e cantos em homenagem às suas diferentes invocações ou nomes (inclusive à sua faceta feminina, a pomba-gira), já que nada se faz sem Exu, nem ruptura nem repetição. Exu é aquele orixá que pode romper a tradição e promover a mudança. Ele é o próprio movimento da vida. E, em consonância com Exu, Tecnomacumba não é tradição - é tradução.

Rita Ribeiro retoma aquele sentido amplo que a música tem para os negros africanos: o de que a música não se presta apenas à fruição estética e ao prazer - ela é meio de transmissão de conhecimentos entre diferentes gerações, logo, fundamental para a cultura de um povo; aquele sentido de que a música é um meio de comunicação entre o mundo dos homens e o mundo sagrado (por isso, canta-se muito nos terreiros de candomblé e umbanda, sobretudo, para celebrar o prazer de viver, dançar e se divertir); o sentido de que a música - sempre produzida pelos tambores - é condutora de axé, a força sagrada da vida.

Tecnomacumba resgata o sentido amplo da música e revela que a MPB deve muito às religiões afro-brasileiras. E, para tanto, Rita Ribeiro não canta só aquilo que é evidente nesse sentido, como as canções "Rainha do mar", clássico de Dorival Caymmi, e "Iansã", de Caetano Veloso. Ela apresenta, totalmente recriadas, canções quase esquecidas como "Domingo 23", do mestre Jorge Benjor; "Cavaleiro de Aruanda", de Tony Osanah, gravada em 1973 por Ronnie Von; e "Coisa da antiga", de Wilson Moreira e Nei Lopes, já gravada por Clara Nunes (aliás, nesta, Rita Ribeiro, de maneira genial, reconhece uma reverência aos pretos velhos da umbanda).

O Disco ainda tem o mérito de ser uma representação positiva da livre convivência entre os credos num momento de crescente intolerância religiosa. E não esperem dele o rigor de uma pesquisa acadêmica nem a chatice de um disco hermético, para poucos. Tecnomacumba tem o sabor da tradição oral. Veio para cair na boca do povo. Oxalá, tomara! Oxalá, Deus queira!
As interpretações e a textura musical de cada canção são de uma riqueza que só mesmo uma artista com o talento e a criatividade de Rita Ribeiro poderia produzir. E não se trata só da mistura que ela faz de música popular, cantigas e pontos das entidades e sons eletrônicos, mas do fato de Rita Ribeiro colocar a interpretação e a sonoridade à mercê do orixá ou entidade reverenciada: ela é sublime ao interpretar "Oração ao Tempo", de Caetano Veloso, contando com o auxílio luxuoso do violinista Nicolas Krassik; ri e é sensual quando canta "É D'Oxum" (Gerônimo/Vevé Calazans); coloca ecos na voz ao cantar "Baba Alapalá", de Gilberto Gil, para saudar Xangô, o orixá ancestral do reino de Daomé e senhor dos trovões; e põe tambores vibrantes como são os ventos de Iansã em "A Deusa dos Orixás" (Toninho/Romildo), também pinçada do repertório de Clara Nunes. Sem contar que "Jurema" - ponto de domínio-público já gravado por Rita Ribeiro em seu primeiro disco - aparece totalmente recriado, mas não menos impactante. Aliás, foi a curiosidade das pessoas em relação à sonoridade de "Jurema" que levou a cantora a cunhar o termo "tecnomacumba" para explicá-la. Outra canção já gravada por Rita Ribeiro em seu primeiro disco é "Cocada" (Antônio Vieira), agora recriada em levada drum'bass e dedicada aos erês.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Discos: Nada mais vai me ferir, é que eu já me acostumei...- 09/50

Legião Urbana- Dois 1986 Gênero: Rock
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1. Daniel na cova dos leões (Renato Rocha - Renato Russo)
2. Quase sem querer (Dado Villa Lobos - Renato Rocha - Renato Russo)
3. Acrilic on canvas (Dado Villa Lobos - Renato Rocha - Renato Russo)
4. Eduardo e Monica (Renato Russo)
5. Central do Brasil (Renato Russo)
6. Tempo perdido (Renato Russo)
7. Metrópole (Renato Russo)
8. Plantas embaixo do aquário (Dado Villa Lobos - Renato Rocha - Renato Russo - Marcelo Bonfá)
9. Música urbana II (Renato Russo)
10. Andrea Doria (Dado Villa Lobos - Renato Russo - Marcelo Bonfá)
11. Fábrica (Renato Russo)
12. Índios (Renato Russo)
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Que a Legião Urbana é Duca, nem preciso dizer... e vou além, escolher um album entre tantos foi uma missão difícil, de certo eu ainda colocarei outro nesta lista.

Eu escolhi este albúm por causa de minha mãe! É ela adora ele... adora tanto que me presenteou com uma memória eterna.... Ela diz que toda vez que ouve Tempo Perdido ela lembra de mim! Uma homenagem inusitada daquela capricorniana complicada!

Tooodas as músicas são boas, embora eu fique um pouco triste toda vez que eu ouça ele... é ele completa meus momentos... Dá pra contar uma estorinha com as musicas...quer ver só, para o dia de hoje eu faria uma seleção mais ou menos assim:

Podemos ser Eduardo e Mônica com todas as diferenças gritantes que competem a uma relação de 1 + 1, onde tudo (ou quase) é oposto. Quase sem querer eu sei o que eu quero, sei do que preciso, e sei que agente vÊ as coisas mais ou menos do mesmo jeito, de maneira confusa mas com tranquilidade.
Eu não quero achar que é Tempo Perdido, minha insegurança beira o absurdo e muitas vezes preciso de um abraço forte e a sensação de que já estou distante de tudo... tenho o meu próprio tempo...

Discos: Erra, quem sonha com a paz mas sem a guerra- 08/05

Roberta Sá: Que belo estranho dia pra se ter alegria
2007
Gênero: MPB/Samba

Faixas:
1. O Pedido (Junio Barreto e Jam Silva)
2. Alô Fevereiro (Sidney Miller)

3. Interessa? (Carvalhinho)

4. Mais Alguém (Moreno Veloso e Quito Ribeiro)
5. Janeiros (Roberta Sá e Pedro Luís)
6. Fogo e Gasolina (Pedro Luís e Carlos Rennó) (participação de Lenine)

7. Belo e Estranho Dia de Amanhã (Lula Queiroga)
8. Cansei de Esperar Você (Ivone Lara e Délcio Carvalho)

9. Laranjeira (Roquei Ferreira)
10. Samba de Amor e Ódio (Pedro Luís e Carlos Rennó)

11. Novo Amor (Edu Krieger)

12. Samba de um Minuto (Rodrigo Maranhão)

13. Girando na Renda (Pedro Luís, Sérgio Paes e Flávio Guimarães) (participação de Pedro Luís)

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Foi com esse álbum de título um tanto enigmático que Roberta Sá entrou na minha vida com a força das correntes do mar. Eu já tinha escutado falar da nova promessa da música brasileira, mas nunca a tinha ouvido cantando.

Até que eu a vi, sorrateira, num programa de tevê, homenageando não sei quem. Linda, afinada, carismática, elegante e uma voz cheia daquela ressaca que Machado de Assis viu nos olhos de Capitu, em Dom Casmurro.

Desde então, ficou ficando, ainda que adormecida na minha memória musical. Até que surgiu explosiva, oceânica, nas treze faixas que compõem o disco Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria.

Sou suspeita, pois tenho todos os discos dela e ouço todos os dias, acredite se quiser. Então corta meu coração ter que fazer uma escolha... Assim, no top de repetições recomendo Samba do Amor e Ódio, Mais Alguém e Laranjeira

Discos:Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante- 07/50


Ana Carolina-Ana Rita Joana Iracema e Carolina
2001
Gênero:MPB
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1. O rio (Ana Carolina)
2. Confesso (Ana Carolina - Totonho Villeroy)
3. Ela é bamba (Totonho Villeroy)
4. Implicante (Ana Carolina)
5. Quem de nós dois (Gean Luca Grignani - Massima Luca - Vrs. Ana Carolina - Dudu Falcão)
6. Pra terminar (Herbert Vianna)
7. Que será (Mário Rossi - Marina Pinto)
8. Joana (Ana Carolina)
9. Violão e voz (Ana Carolina)
10. Vê se me esquece (Ana Carolina)
11. A câmera que filma os dias (Ana Carolina - Totonho Villeroy)
12. Dadivosa (Neusa Pinheiro - Adriana Calcanhotto - Ana Carolina)
13. Que se danem os nós (Ana Carolina - Totonho Villeroy)
14. Eu nunca te amei idiota (Alvin L)
15. Me sento na rua (Vanessa da Mata - Ana Carolina)
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Como é que eu coloco na minha lista uma cantora que eu detesto?
Simples, tenho que ser justa! risos

Bom, o fato é que eu comecei a achar a Ana Carolina enfadonha e chata no disco que vem depois deste...
Claro, claro que ela compos canções lindas... Rainha da dor de corno atual, ela não me encanta mais. Ela não faz nada de diferente. Há sempre um pandeiro furado, uma exibição de sua sexualidade, uma musiquinha mais agressiva e uma dor de corno em seu repertório. Eu digo, quem já ouviu um... ouviu todos!

Mas Letícia, depois de tudo isso você ainda vai colocar o disco dela no seu Play? SIIIMMMMMMM!

É que eu tenho um carinho grande por este album, ele tem balanço, boas composições, é delicado e beeemm feminino.

Ela faz citações lindas e uma em específico me toca muito, eu já postei aqui inclusive (http://daoxum.blogspot.com/2009/03/trapezista.html)
Além de Dadivosa, onde há esta citação, recomendo para dias de furia Implicante, e para um sambinha bom "Violão e Voz", onde Ana divide os vocais com Alcione

Discos: Não tenho nome, trago um coração ferido! 06/50

Tania Alves - Amores e Boleros - Vol.1
1997
Gênero: Bolero
Faixas
01. Quero Amanhecer Amando (Quiero Amanecer Con Alguién)
Composição: Daniela Romo- Gravação Original: Daniela Romo

02. Quem Eu Quero Não Me Quer Com Trio Irakitan
Composição: Gilson/Carlos Colla- Gravação Original: Waldick Soriano

03. Quem É
Composição: Silvinho- Gravação Original: Agnaldo Timóteo

04. Alguém Me Disse Com Trio Irakitan
Composição: Evaldo Gouveia / Jair Amorim- Gravação Original: Maysa
05. Eu Sou a Outra
Composição: Carmem Costa- Gravação Original- Carmem Costa

06. Ninguém É de Ninguém
Composição: U.Silva / T. Gomes / L. Mergulhões- Gravação Original- Angela Maria

07. Onde Anda Você
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / Hermano Silva
08. Sonhar Contigo Com Trio Irakitan
Composição: Adilson Ramos e Armelindo Leandro- Gravação Original- Agnaldo Timóteo

09. Dois Amantes (Somos Novios)
Coposição: Armando Manzanero- Gravação: Luis Miguel

10. Caminhemos
Composição: Herivelto Martins - Gravação Original- Nelson Gonçalves

11. Molambo
Composição: Jayme Florence / Augusto Mesquita- Gravação Original- Maysa

12. Devolvi
Composição: Adelino Moreira- Gravação Original- Nelson Gonçalves

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Bom, como toda boa mulher passional, tenho em meu play list as coisas mais dor de corno que vocês possam imaginar!

O fato é que adoro boleros! Sim, eu sei que não é comum, que é machista, que é brega, que é um monte de coisas....Mas além de tudo é lindo!

A beleza das letras, das vozes das cantoras do rádio, o drama e a intensidade da atmosfera que envolve essas canções, na minha opinião, é superior a qualquer uma dessas críticas...

Porque esse cd ao invés de um original das cantoras do rádio?
Simples, há 12 anos atrás (e detalhe hoje fazem exatamente 12 anos), meu pai ganhou esse cd, ele ouviu tanto, mas tanto que em dias eu já sabia TODAS as letras, o que uma criança de 11 anos entederia sobre separações dramáticas. mulheres largadas e amantes? NADA! risos

Os anos se passaram e ele permaneceu ali, criando um pouco de poeira na estante de casa. Foi num livro chamado "A história Sexual da MPB" que agente se reencontrou! O livro trata exatamente do que o título sugere, e quando começou a falar dos boleros, me trouxe uma memória muito íntima. Corri pra pegar o cd e ouví-lo de cabo a rabo!

Deus, quanta passionalidade, quanto amor acabado, quanta dor.... Prato cheio para momentos de dor de corno, regado de arranjos belíssimos.

Pra dias gris, aconselho Eu sou a outra (minha favorita), Caminhemos e Alguém me disse...